sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A moeda de um lado só




São vozes do destino, gestos, num só rindo.
Enquanto,um trela, outro sela, um pedindo;
Gestos entreabertos, vícios da falta, faces não calam.
E no amanhã, tão hoje, hão de se encontrar em torno de seus desalinhos.
Que brote a moeda de um lado só, são arredios com o amor.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dra. Adelaide, 889 votos e um povo pra cuidar!


No dia dessa foto acima, quis o destino que lá não estivesse.A imagem fala por si.
E assim foi durante todo o processo eleitoral. Vamos a pujança dos fatos, cabe registro na história.
Nunca é demais lembrar que, o destino determina as opções, mas o caráter faz as escolhas.
E pra política, arranjo melhor não há.
Feliz do povo que é agraciado com  a oferta de quadros,
que - em nenhum momento, olhou pro futuro almejando a pólis.
De sorriso no rosto, gestos largos, coração a serviço do amor - Dra, Adelaide fincou excelência
de maneira indissolúvel e indescritiva no contexto político simonense, obrigando a história política
do município a inserir um divisor de água nos anais políticos daquela região.
Do dia em que se definiu sobre a importância de ser lançada candidata, até o último dia de campanha,
uma absoluta fluidez de ritmos, cores, instituíram formas de agir, interagir, afirmando a força de um discurso que se propõe a cuidar de um povo, tão carente de vontade pública.
Carreatas, passeatas, o olho no olho com o povo, o afago nos agentes multiplicadores - reconhecidos pelo poder de coerção externa e pela resistência a todo e qualquer ato que invista em transgredi-la.
 Por certo o selo de distinção desse projeto:
Feliz de quem anda por Hildegardo. Sensato, quem tem voz por Natan. Guerreiro, quem recorre a bela Inês.
Em cada folder,  a afirmação de uma proposta:
"Meu voto cuida de mim". Caiu no gosto popular.
Num areal, descampado, próximo a uma área inóspita da cidade, dois meninos jogando bola
decantavam o jingle mais repetido pela população.
"Tá na boca do povo, na boca do povo,
Dra. Adelaide na boca do povo".
Na contramão de outras candidaturas que tive o prazer de militar. informando, panfletando,
debatendo, nessa, os votos vinham por devoção.
O povo vestiu a camisa, sentiu-se protagonista.
 E de quanto mais virtudes, predicados, distinções e
de atributos singulares a pessoa escolhida for dotada, mais glória tributamos a nós mesmos.
O resultado veio a calhar.
 889 votos, primeiro lugar, duas centenas de maioria sobre o segundo colocado,
votos suficientes pra puxar mais um da coligação e a certeza de um dever cumprido.
Dra Adelaide - mesmo sabendo que a oportunidade leva as pessoas as alturas, a oportunidade também o arremessa pra baixo e ninguém pode prever o que será a partir daquilo que se é.
Semeou, cultivou e colheu o afago popular, sabendo que é da natureza do amor ser refém do destino.
Por isso e por muito mais que está por vir, pois cada ser humano é uma assinatura única no mundo.
 Dra. Adelaide firmou a sua: nasceu pra cuidar do povo.




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Relações de Poder no futebol : Juninho (PE) passa, o Sport fica




Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, Juninho Pernambucano - assim conhecido, por toda uma comunidade desportiva mundo afora, prestes a encerrar sua carreira bem sucedida no mundo do futebol, num gesto impensado, termina por manchar sua imagem juntamente ao seu nascedouro, revisando atos de violência, distantes da beleza do gol de falta que acabara de pronunciar naquela fria noite de quarta-feira.
Em suas concepções epistemológicas, Freud e Einstein, em 1932, alertavam sobre as relações entre Poder e Violência concluindo que esses procedimentos alcançam despertar nos homens tão selvagem que os  entusiasmam até levá-los a sacrificar sua vida. Para tanto, só há uma contestação possível: porque o homem tem dentro de si um apetite de ódio e destrutividade. Juninho (PE) se movia por esses atributos.
Nos olhos, na direção, na falta de respeito para com um clube e sua torcida cercada de emoções - pelo próprio quadro circunstancial que retrata o momento da entidade, o "reizinho" de São Januário,num lamentável infortúnio, não se fez de rogado e usou do argumento irracional da violência.
Inconformado com as missivas elencadas durante toda a partida, quando em contato com a bola, Juninho Pernambucano fez uso da violência como mecanismo de  reação ao enfraquecimento do poder; é o agir sem argumentar, sem o discurso.
Foucault afirmava que, a violência resume-se no agir sem argumentar, sem estar dentro de um processo discursivo que é a essência do poder. Pois, os argumentos utilizados pelo atleta, aventando a despeito da "falta de memória do torcedor" distam e muito do esforço empreendido pelo clube para trazê-lo de volta às origens, inclusive oferecendo os mesmos valores apresentados pelo clube do Alto da Colina.
Em toda praça esportiva - no quesito emoção, aos olhos de Weber, o torcedor é o mesmo. Trata-se de indivíduos carregados de emoção, num uso da parte minoritária do binômio que assim caracteriza o indivíduo.

E, nessas horas de forte conotação passional, a forma extrema de poder é todos contra um; a forma
extrema de violência é o um contra todos”.São fenômenos distintos, caminham em direção oposta e não são suficientes para dar conta da complexidade das interações entre indivíduos e sociedade - é um tal de Pelo Sport Tudo !!!


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Coração leviano!!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Agora querem calar os Blogs!!!





Ano eleitoral é assim. Tudo pode pra preservar espaços. Todo gesto é possível.
Manter  condomínios estratégicos - já pensando em 2014, é o alicerce a ser perseguido.
Inevitavelmente, São Paulo, Belo Horizonte e Recife pelos links estratégicos terminaram por alcançar um certo destaque, com os respectivos atores polítivos respondendo pelo protagonismo das iniciativas em gerar recorrência país afora.
Nesse diapasão, Serra alcança um destaque pirotécnico, dando-se ao despropósito de investir contra a fala dos blogs - ao ponto de representar junto à Procuradoria Geral Eleitoral, a despeito dos contratos publicitários que o Estado, através de algumas empresas públicas celebram com esses espaços de formação de opinião, com acessibilidade de inatacável monta.
Mas é Serra. O que pratica, sobretudo quando se move pelo desespero externado na sua histórica dificuldade de passar dos trinta por cento em São Paulo.
O paradoxo está que o tucano, quando assim se posiciona, assim o faz, certo de que alcançará sucesso.
Estranhamente, não questiona os´vícios redibitórios dos contratos publicitários patrocinados pelo governo paulista com a Revista Veja..
 Para Nassif, em seu endereço eletrônico, o que Serra quer mesmo — e não é de hoje – é impedir a manifestação de seus adversários.
Eles querem mais. Na oportuna ferramenta do marketing, farão uso dos recursos midiáticos, para, em pele de cordeiro, desviar o debate sobre o que se pronuncia como premente para população.
Onde querem calar, hão de se alimentar para divulgar, defenestrar, forjar dossiês, inibir, dissimular - desde que, os que assim se posicionem, alinhem-se ao seu instinto fratricida de ser contra-regra das práticas democráticas..



















sexta-feira, 3 de agosto de 2012

E ainda falam em desenvolvimento: Simões (PI) e Venturosa (PE), o joio e o trigo.




Estava meio cansado. Estado de férias, é assim. No entanto, o que tem a seca de ser devastadora, tem a safra politica de ser farta em infortúnios.
- Quando vi o estrago, perguntei, mas o que foi desta vez ?
- Foi o prefeito que decidiu.
Sem uma placa alusiva ao custo da obra. Sem que a população fosse informada.Sem que houvesse qualquer inversão de prioridade a contemplar o interesse dos desvalidos, tão massacrados pelos assombros da seca - decididamente, das mais devastadoras das últimas décadas, o que ali se vê, não se consegue definir; para alguns, são as conjecturas do "desenvolvimento local".
Como se não bastasse, cerca de quinze dias a concessionaria de energia cortara a luz da prefeitura.
De imediato nos vem a cabeça, mais cem mil reais jogados fora.
Ao invés de investir na periferia - como no próprio campo de futebol, construindo espaços sociais de lazer e cultura, pequenas arenas de interação social, integrando comunidades subsumidas a condição de excludentes, pelo visto, lá vem mais bares.
Na lucidez de Boaventura Santos assim inquietamos, "A autoflagelação é a má consciência da passividade, e não é fácil superá-la num contexto em que a passividade, quando não é querida, é imposta. Estamos a ser agidos."
Enquanto isso, conforme observou o jornalista, consultor da UNICEF, Inácio França, em Venturosa, sertão pernambucano é assim:
" Em Venturosa, a academia foi construída longe dos olhos da classe média local e dos motoristas que passam pelas duas estradas que se cruzam na cidade e a dividem em quatro pedaços.
A secretária de Educação, Sônia, respondeu sem demonstrar ter interpretado mal o motivos da minha curiosidade:
- Foi o prefeito que decidiu o local.
O “local” é a Vila Bacurau, 200 casas populares construídas pelo Governo Federal e inicialmente ocupadas por moradores da cidade que viviam em barracos ou casas de taipa. Muitos deles já passaram a casinha adiante, “vendendo” seu direito de uso para famílias de migrantes.
O lugar é um barril de pólvora a ameaçar a paz de Venturosa. Um ajuntamento de 200 famílias que sequer se conheciam é diferente de comunidades formadas por gente que convivem há gerações.
Além disso, há crianças. Centenas delas. Só a pastoral da criança acompanha 550 com idade máxima de seis anos. Todas moram na vila ou na Rua Nova, nome da comunidade vizinha e conhecida por ser a área mais carente da cidade até a ocupação da vila Bacurau com dinheiro do PAC.
E crianças crescem.
Esta é a razão de ser da escolha do prefeito. Dentista, cirurgião buço-maxilar para ser exato, ele não tem qualquer formação, militância ou experiência na área social, mas sabe – ou intuiu – que é preciso criar espaços de lazer e de convivência para que evitar que a Bacurau se transforme numa versão reduzida das favelas das capitais.
A academia foi construída a meio caminho entre duas escolas, uma mais antiga que foi ampliada na tal Rua Nova e outra novinha, construída na mesma época em que o novo bairro ganhava forma. Antes, o prefeito precisou vencer uma queda-de-braço com os burocratas da secretaria estadual das Cidades que queriam porque queriam botar a academia na beira da BR. Para garantir mais visibilidade.
Quando surgiu a possibilidade do ministério da Educação repassar mais dinheiro para a construção de uma creche moderna, com berçário, refeitório, serviço de nutricionista, salas de aula para educação infantil, parque de diversões, pátio interno e até um pequeno anfiteatro, o prefeito não teve dúvidas: vai para a Vila Bacurau também.
O pessoal da “rua” não gostou. Os moradores das áreas mais nobres da pequena Venturosa ainda não conseguem entender porque a área mais pobre – e mais nova – da cidade recebeu tantos benefícios.
- Porque é onde mais precisa – repete o prefeito como um mantra. Para confirmar que está firme em suas convicções, decidiu construir uma quadra coberta poliesportiva no terreno por trás da escola. E olhe que na vila Bacurau não tem tantos votos assim. Lá moram 200 famílias. No resto do município estão os outros 16 mil habitantes.
O prefeito, por sinal, é homem de poucas palavras e sorrisos contados a dedo. Na frente de sua casa não há aquela tradicional fila de eleitores pedindo favores, dinheiro ou agrados. Ele não dá esmolas, nem gosta de distribuir apertos de mão ou tapinhas nas costas. Seu comportamento atípico para um político do interior lhe garantiu a fama de pouco acessível e antipático.
Mesmo assim, foi reeleito com folga em 2008. Pelo jeito, seus conterrâneos também não se encaixam nos estereótipos dos eleitores forjados por quem mora na capital´".
Torçamos, para que,em Simões (PI), no tempo certo, saibamos separar o joio do trigo.